BRASIL, Sudeste, ITABORAI, Mulher

Os avanços e a disseminação do pensamento urbano traz em sua bagagem a necessidade da vida por trás da tela do computador.
Com acesso a cada dia mais facilitado e enraizado no cotidiano das pessoas, torna-se indispensável o usufruto de uma vida que se baseia em outra. Nesta "vida" não há medos, problemas financeiros, más qualidades, ou dores de cabeça, a não ser que seja opção do usuário "compartilhá-los" com seus amigos de rede.
O benefício do acesso a essas ferramentas são óbvios, mas é importante se pensar até que ponto o uso desregrado das redes sociais se torna responsável pela subversão e desgosto pela realidade.
Até que ponto é saudável a troca do "olho no olho", o palpável, verdadeiro, por um bate-papo frio onde cada um pode simplesmente ser o que bem entender?
Talvez seja utópico pensar no retorno às origens dos relacionamentos e/ou o fim da "era virtual". A internet tornou-se um meio de distribuição do conhecimento de suma importância que não distingue classe social ou nível de escolaridade, com a finalidade de trazer à tona ideias que inicialmente eram restritas a uma singela minoria, promovendo o pensamento crítico e quiçá, tornando-os indignação e ação.
O limite de influência da internet na vida humana deve-se fazer valer no ponto em que suas prioridades reais tornam-se coadjuvantes da vida em duas dimensões.
É indispensável lembrar-se sempre que "cutucar" jamais será tão acolhedor quanto um abraço.
*Redação da prova de Linguagens do ENEM 2011.
A característica urbana das grandes cidades está diretamente vinculada às suas construções de alto luxo, índice elevado de densidade demográfica e trânsito caótico, reflexo do desenvolvimento econômico do grande número de pessoas que optam pela vida nas metrópoles à procura de melhores oportunidades no ramo profissional.
A vida, naturalmente, já dispõe de uma carga de estresse muito elevada. Lidamos diariamente com pessoas de naturezas distintas das nossas e problemas que nos pressionam a soluções imediatas. Sem contar a vida familiar, que coloca nossos valores à prova a todo instante.
Além das problemáticas de praxe da vida em sociedade, o ambiente em que se vive influencia no comportamento das pessoas, que é reflexo do que habita no interior.
A nossa casa, o bairro, a cidade em que vivemos necessita ter a paz e harmonia que gerarão o bem estar necessário ao desenrolar da vida.
Arborizar as cidades é um ponto de refúgio ao aspecto cinzento das construções modernas, que trazem em sua arquitetura os modelos apáticos da funcionalidade.
Acima dos atributos ornamentais das árvores no meio urbano, os benefícios que elas podem oferecer ao ambiente são incalculáveis, como a manutenção microclimática, diminuição da poluição, seja ela atmosférica ou sonora causada pelo trânsito intenso das grandes cidades, influência no ciclo hidrológico, auxiliando na infiltração da água no solo nos períodos de chuva, abrigo à fauna, proporcionando a diversidade biológica, dentre muitos outros.
Na escolha das espécies, é preciso se ter alguns cuidados, como a capacidade de adaptação ao clima, hábito de crescimento das raízes, e tolerância a poluentes. Cada rua possui um perfil, e a espécie escolhida deve condizer com este perfil. Grandes avenidas demandam de uma espécie de vegetação, ruas com habitação, de outra, e assim sucessivamente.
Por não haver um padrão de mudas a serem plantadas na cidade, é difícil estimar o valor exato deste tipo de projeto.
Segundo o estudo da Associação Americana de Engenheiros Florestais estimou-se o valor de US$273 por árvore/ano, embora o resultado seja discutível por conta de sua variabilidade o custo pode servir de base para elaboração de projetos ambientais.
Vivemos em um sistema econômico que nos impede colocar em prática, de fato, tudo o que seria ideal à preservação do meio ambiente, idéias utópicas que na maioria das vezes não se adapta a realidade. Contudo, não podemos nos esquecer que o homem, como um animal, também faz parte da natureza, e necessita de cuidados.
Adequar a realidade aos benefícios da natureza é a forma mais palpável e encantadora de levar o homem de volta à sua origem e trazer o prazer do contato com as riquezas naturais.
Com consciência ambiental e um pouco da contribuição de todos, se tornará simples a tarefa de arborização urbana, que é a forma mais simples de tornarmos nossa realidade mais agradável e trazermos a tranqüilidade da natureza ao meio urbano.

Renata Ribeiro para a disciplina INTRODUÇÃO AO JORNALISMO
Professora Sylvia Moretzsohn
Na era pré-colonial do Brasil, a educação era dada através dos chefes de tribos ou de forma hereditária. Uma educação baseada na cultura e realidade dos povos indígenas nativos da terra.
Com a colonização do Brasil, a instrução tomou ênfases religiosas e passou a ser dada por jesuítas num processo denominado “Alfabetização pela Fé”, que tinham como objetivo a missão civilizatória através da disseminação das crenças católicas. Ao final do século XVI, a metodologia jesuíta de ensino é consolidada e muito do que era utilizado na época como instrumento de avaliação, ainda hoje é ferramenta dos profissionais da área de educação, como por exemplo, aplicação de provas periódicas e técnicas de memorização de conteúdos.
Após expulsão dos jesuítas do território nacional, o Estado passa a ser responsável pela educação dos nativos, e são implementados novos métodos de ensino, contudo ainda inacessível a mulheres e algumas classes menos favorecidas. A mulher, ainda no século XIX, era alfabetizada em casa.
A Primeira Lei Geral de Ensino trouxe mais facilidade de acesso à educação de maneira uniforme entre diferentes classes sociais, e através dela as meninas passam a ser educadas também em instituições próprias. Muitas mudanças são efetivadas, mas os métodos jesuítas de ensino ainda continuam em uso.
A partir do século XX, com o surgimento da Escola Nova, novas metodologias são adotadas com a finalidade de levar o conhecimento até a realidade do aluno, e despertar maior interesse pela instrução.
Muitas metodologias foram adaptadas à realidade da sociedade da época, contudo há paradigmas na educação que ainda hoje são utilizados como método de distribuição de conhecimento, onde o aluno acostuma-se a ser um receptor de informações pré-estabelecidas sem a capacidade de raciocínio crítico, e só vai ter acesso a algum conteúdo de área de interesse e direcionamento profissional nas universidades.
A Educação tem sido tratada de forma linear e apenas em uma direção, onde a informação parte dos professores até os alunos, sem troca, ou interação. Com este estilo de aprendizagem, a criança não sente a necessidade de pensar, e leva para o seu futuro apenas diplomas, sem nenhum aproveitamento de todo conteúdo nela depositado durante toda uma vida.
Diplomas, não medem grau de conhecimento, apenas quais instituições influenciaram a vida de alguém. Para usufruir o conhecimento de uma forma mais eficiente, é preciso que se apliquem metodologias mais eficientes. O modelo de sociedade se modificou, por que devemos persistir em métodos de ensino que eram aplicados há mais de cinco séculos atrás?

Tudo se transforma, modifica, evolui e não há explicação para que se mantenha a distribuição de um conhecimento produzido em épocas tão remotas. A criação do novo requer raciocínio, que por sua vez não é estimulado na educação de base e a conseqüência disso se reflete nas escolas de ensino superior, e tudo entra em um ciclo. Aonde não há ferramentas por não haver operários, e não há operários por não haver ferramentas de qualidade.
Faz-se necessária a renovação do conhecimento que só o desenvolvimento da razão humana pode trazer. Dado o momento em que o conhecimento passe a ser produzido e não meramente reproduzido, um conhecimento que se adapte as necessidades das sociedades atuais, trace um processo histórico, obviamente, mas com ênfase no palpável, na reflexão do ser e a importância da sua contribuição ideológica perante a sociedade.
Sempre tem uma
música
Que nos faz
lembrar
de alguém
Que nos faz
lembrar de
um tempo
Um tempo que
já não vem
Já não vem
E não volta
mais
E não volta mais
e nem quero
correr atrás
Correr atrás do que
já passou
Já passou
como um vento leve
de verão
Vento leve
de verão
que mais uma vez
me traz essa
canção
Essa canção
que volta
leve
E me faz lembrar
Me faz lembrar de
alguém
Alguém que me ensinou
a amar
A amar, cantar
ouvir
e voltar
Voltar sempre
e complementar
O versos
da vida
Que marcado
fica
abrangendo as feridas
De notas
em desarmonia
Mas que devolve
a sintonia
Quando
retoma a
magia
De cantar
versos de amor.
Ver o país crescer, evoluir... É, sem dúvida, a menina dos olhos de todos os nativos desta terra.
O Brasil é a Mãe Gentil das nações. Um país "abençoado por Deus e bonito por Natureza", merece o respeito e cuidado que nele devemos creditar.
Mas como já sabemos, tudo tem o seu preço. E com o desenvolvimento não é diferente.
O problema é quando o foco de todos os objetivos políticos e sociais passa a ser restrito ao tal "desenvolvimento", sem pensar, e nem se quer cogitar, as conseqüências que ele possa trazer para nossa terra e principalmente para nós mesmos.
A população do planeta cresce a cada dia, e com ela, a demanda por alimentos, espaço e consequentemente, a exploração do solo.
A procura por recursos a fim de mantermos o padrão de vida atual, recorre a dependência excessiva dos combustíveis fósseis, que são fontes de energia milenares, insustentáveis, finitas e altamente poluentes.
A queima deste material, libera para a atmosfera os famosos Gases de Efeito Estufa, vulgo "GEE's", que são os principais responsáveis pelo fenômeno climático conhecido por aquecimento global, ou terrestre.
Existem estudos científicos que comprovam que o nível máximo de C02 que o ser humano suporta para manter uma vida saudável na Terra é de 350ppm (partes por milhão), hoje, nossa taxa de emissões já chega a 394ppm. E se mantivermos níveis tão altos desses gases na atmosfera, estaremos colocando à prova nossa própria sobrevivência no planeta.
Um estilo de vida sustentável e menos dependente de fontes que afetem tão brutalmente à natureza, é o caminho para chegarmos aos tão desejados 350.
Opções de transportes públicos e/ou alternativos, alimentação saudável, investimento em energias limpas, como a eólica e fotovoltaica, são os passos que devemos seguir se quisermos realmente preservar nossa espécie.
As mudanças já são evidentes e cabe a nós abraçá-las e reivindicar por ações públicas que façam valer a nossa opinião e vontade.
No dia 24 de setembro acontecerá no Rio de Janeiro a ação global "Moving Planet, Um dia para ir além dos combustíveis fósseis", com o objetivo de trazer à toma as ideias de fontes de energias renováveis e promessas políticas de maiores cuidados ambientais.
A ong 350.org promoverá o evento, e conta com a participação e colaboração de todos.
Um dia de conscientização, diversão e muito aprendizado à respeito de assuntos sobre o meio ambiente, que é de interesse universal e cabível a qualquer público.
Contamos com a sua presença!

Quando acontecerá? Dia 24 de Setembro. Concentração às 14h na Cinelândia - Centro do Rio
Qual será a programação? Shows, oficinas, passeio ciclístico. Muita diversão e conscientização. ;)
Faixa Etária? Livre para qualquer pessoa, de qualquer idade, que se interesse pelas nossas riquezas naturais.
Preciso pagar pelos shows e oficinas? Não. É tudo gratuito.
Devo levar alguma coisa? Quem tiver interesse, pode ir de bicicleta, participar da nossa bicicletada e vivenciar o "dia além dos combustíveis fósseis". ;)
Mais uma vez decisões tomadas de "cima para baixo" calam a voz do povo e fazem vigorar interesses de poucos que irrelevam o fator MEIO AMBIENTE.

Como podemos consentir ao absurdo?
Sancionar o novo código florestal é dar atestado de burro para o povo brasileiro, é mandar às favas todo o trabalho daqueles que lutam pela relação mais harmoniosa entre homem x natureza.
Só não vê quem não quer o quanto essa nova legislação vai trazer de malefícios para a sociedade, e olha que aqui eu nem menciono a fauna e a flora.
Passar a mão na cabeça de criminosos já virou ato de heroísmo neste país, o que mais me impressiona é que as pessoas que elaboram essas aberrações são tão ignorantes que não têm a capacidade de perceber o dano que suas decisões trarão para elas próprias.
Leis que permitem criação pecuária em APP's (Áreas de Preservação Permanente).
Leis que permitem desmatamento em matas ciliares.
Leis que permitem a expulsão dos trabalhadores rurais do campo.
Leis que trazem doenças para o meio urbano.
Leis que jogam agrotóxicos nos rios.
Leis que inundam as cidades.
Parece bem óbvio que ninguém pensou em PRESERVAÇÃO, em nenhum de seus abrangentes aspectos, quando se elaborou esse código.
Porém, o Brasil é feito de brasileiros. E brasileiros são aqueles que trabalham todos os dias para VIVER e ter uma vida feliz. Felicidade esta que abrange a qualidade de vida, que abrange a saúde da população, que abrange a preocupação com o meio em que vive, que abrange o cuidado com o meio ambiente.
E enquanto estes brasileiros fizerem valer as suas opiniões e desejos nenhum "código da baderna" vai se fazer valer nesta terra.
É hora de levantar a voz e não aceitar qualquer lixo criado por pessoas tão fedorentas quanto a própria criação.
A mudança começa agora!
O futuro já começou!
E o respeito é a cada dia mais necessário, para que possamos manter viva a esperança de um verde mais verde para os nossos descendentes.

E agora
o chão acabou.
Mas os meus passos
continuam,
freneticamente,
hermeticamente,
suavemente
a te acompanhar.
E se você abandona
a estrada
Aonde os meus passos
vão passear?
Numa estrada qualquer
sem rastros das suas pegadas?
Passadas e
ultrapassadas.
E agora?
Me ensina o caminho
de volta
Que retorne para a estrada
que me leve até você.
Ou
o caminho da estrada
que me traga de vota
pra mim.
Traga-me o sentido
das pegadas
que insistem em seguir
o rumo
de uma outra direção.
Como um vetor de força
contrária
que me priva da alegria
de estar perto de você
rouba meu ar
e responde pelas dores
que só o amor
pode explicar.
Me deixa caminhar
na sua estrada?
E eu prometo que
lá
para sempre eu vou ficar.
Renata Ribeiro

Liberte-se dessa prisão
que você mesmo criou.
Liberte-se dessa nação
cujo Rei já renunciou!
Liberte-se de todos os princípios
dos errantes e vulneráveis.
Liberte-se dos anjos sem asas
das feras indomáveis!
Liberte-se dos medos
dos passos que não passeou.
Liberte-se das palavras
das dita e das que não pronunciou.
Liberte-se de utopias
pois o futuro já chegou.
Renata Ribeiro e Pedro Igor
Da extração dos recursos naturais, começa-se o ciclo de vida de materiais, posteriormente produtos, utilizados pela sede do consumo. Daquela que nos impõe que só estaremos essencialmente felizes quando tivermos o carro do ano, ou todos os modelos de um determinado aparelho eletrônico.
Da natureza, sai a matéria-prima de praticamente tudo que temos ao nosso redor, e para ela pouco retorna deste "ciclo" citado anteriormente. Aliás, muito retorna, na forma de lixo, que polui e devasta a paisagem natural do nosso planeta.
O homem justifica a destruição com desenvolvimento. Mas será que existe um real desenvolvimento enquanto há um desequilíbrio tão brutal entre a relação homem X natureza?
A resposta surge toda vez em que este desequilíbrio afeta o ritmo de vida destas mesmas pessoas que consomem desvairadamente as reservas energéticas naturais.
Só haverá um real resultado nas propostas de desenvolvimento sustentável e reflorestamentos de áreas desmatadas, quando a consciência ecológica estiver presente em nossa essência.
Como dintinguir da natureza o ser humano se todos fazemos parte dela? Integrar o homem ao seu ambiente natural é a única chance de revertemos os danos causados. Voltar às origens, apalpar a terra, manter um contato de corpo e alma com o verde. Apenas isso trará de volta a preocupação ecológica. E quando esta novamente estiver presente, o ciclo do consumo será repensado. Deixaremos de produzir e consumir excedentes, pensando no valor de cada árvore que seja derrubada, no valor de cada gota d'água que seja utilizada em processos industrais, ou, em cada animal que seja criado apenas para suprir nossas necessidades ainda tão presas aos instintos.
Pensar ecologicamente não é taxar o homem como o vilão, não isso. Mas sim, orientá-lo sobre a importância da preservação e consumo consciente, como se cada folha de um vegetal fosse a única e última do planeta.
"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome."
Mahatma Gandhi
A morte em quaisquer hipóteses e situações nos desperta o sentimento mais íntimo e profundo do ser humano: A Tristeza.
Ela nasce no nosso interior, refletindo-se em nossas atitudes a sensação de vazio que esse sentimento nos proporciona.
Passar pela dor da perda é natural, todos passam por isso. Mas, saber lidar com ela é demasiado complexo para a maioria das pessoas.
Ainda mais quando essa perda é fruto do desequilíbrio mental de pessoas que agem impulsivamente a fim de sanar suas insatisfações com o meio em que vivem e/ou com estilos de vidas a que elas mesmas se submeteram ou foram lhes impostas pelo destino.
É triste ver uma pessoa morrer nessas condições, mas mais triste ainda é ver uma criança morrer nessas condições.
Vidas interrompidas que levam junto com elas, sonhos, sorrisos, planos, famílias que desmoronam-se com a perda de um filho, neto, sobrinho, irmão.
Se restabelecer e recomeçar é bem difícil. Mas é necessário.
12 foram os mortos na tragédia da escola em Realengo desta quinta-feira, e um país inteiro foi afetado pelas notícias.
É impossível não se comover com o ocorrido.
Impossível não sentir as lágrimas de desespero das pessoas que estavam naquele lugar.
Infelizmente, neste momento, só nos cabe a responsabilidade de orarmos por todas as vítimas, seus familiares, e principalmente pelo nosso irmão que no auge do desequilíbrio destruiu famílias, e provocou um sofrimento incontestável em centenas de pessos.
Ele merece nossas preces, e Piedade Divina pelos seus atos.
Vamos continuar vivendo, e rogando a Deus proteção para os nossos dias.

Blues da PiedadeCazuza
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo, derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com caras de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo
Que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas mini-certezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar, fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem.
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar os blues
Com o pastor e o bumbo na praça.
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade.
"Ser Cristão: Uma questão de Vivência" foi o tema do evento mais esperado por jovens espíritas do estado do Rio de Janeiro.
Dias em que a emoção toma conta de nossa essência. Tudo se torna mais cristalino, mais belo.
Só tenho a agradecer àqueles que fizeram do meu Carnaval um dos mais especiais da minha vida.
E agradecer principalmente a Deus pela oportunidade de estar com pessoas tão maravilhosas, em um ambiente igualmente maravilhoso.
Espero contar por um bom tempo com a amizade de todos que estiveram comigo durante estes cinco dias. Vocês me mostram o verdadeiro sentido da vida.

Em tempos onde é aceita a ideia de que "rir é o melhor remédio", leva-nos à seguinte indagação: Se rir é o remédio, a doença é o estresse.
Estresse que circunda pessoas que são vítimas da correria do capitalismo, que nos impõe um sistema aonde "tempo é dinheiro" e este é que define quem você é.
Mas o assunto do texto não é esse (não hoje).
Não gosto de falar de "doenças", mas sim, de "REMÉDIOS".
A Alegria, sensação que incendeia e contagia. Os motivos de sua presença ou ausência são variáveis e particulares, mas o efeito que ela atraí é comum e igual a todos.
Interessante mesmo é avaliar os pensamentos daqueles que servem como instrumento do riso, como um "passaporte para a felicidade". Não falo de palhaços circenses, não apenas.
Mas daqueles que em seu cotidiano se preocupam em distribuir entusiasmo, contagiando às pessoas com sorrisos sinceros.
Esse é o verdadeiro palhaço, o real.
O que esforça-se a todo momento a ser fonte de alegria aos seus semelhantes. Isso sim é conhecer a FELICIDADE. Aquela que preenche o vazio que sentimos dentro do peito, aquele aperto debaixo do coração.
O sentimento de um "palhaço" não se vincula a nariz vermelho, ou sapatos desproporcionais. Cada um abriga o seu dentro de si, pronto para aflorar a qualquer instante e emanar tudo de bom que um palhaço tem a oferecer.
Só vive na tristeza, ou indiferença, quem quer. Isso mesmo. Apenas quem QUER.
Todos possuem as mesmas capacidades de crescer, amadurecer, e evoluir. Aproveitam essas oportunidades, aqueles que vêem na dificuldade a forma de aprendizado mais justa que podemos usufruir.
Iludidos são os que pensam que ser feliz é sorrir o tempo todo.
Ser feliz é sorrir, viver, e ter sabedoria para aproveitar todo o sofrimento ao seu favor.
Tem algum palhaço aqui?

Uma mesa cheia de feijões.
O gesto de os juntar num montão único. E gesto de os separar, um por um, do dito montão.
O primeiro gesto é bem mais simples e pede menos tempo que o segundo.
Se em vez da mesa fosse um território, em lugar de feijões estariam pessoas. Juntar todas as pessoas num montão único é trabalho menos complicado do que personalizar cada uma delas.
O primeiro gesto, o de reunir, aunar, tornar uno todas as pessoas de um mesmo território, é o processo da Civilização.
O segundo gesto, o de personalizar cada ser que pertence a uma civilização, é o processo da Cultura.
É mais difícil a passagem da civilização para a cultura do que a formação de civilização.
A civilização é um fenômeno colectico.
A cultura é um fenômeno individual.
Não há cultura sem civilização, nem civilização que perdure sem cultura.
Almada Negreiros

Ouve-se tanto falar sobre civilização, mas o que de fato isto significa?
Civilização é o convívio em sociedade. Fazer parte de um todo e colaborar para a harmonia deste. Isto é ser civilizado. Respeitar os princípios da vida em conjunto.
Mas a partir de que ponto nossa personalidade passa a influenciar na paz da vida em sociedade?
A partir do momento em que você fere o direito do outro para fazer que valha o seu.
Um indivíduo que fura filas de banco, hospitais, e clubes, desrespeita seus atributos de civilidade.
Um indivíduo que usa farol alto em mão dupla, faz festas barulhentas madrugada a dentro, finge que dorme quando um idoso entra no ônibus, desrespeita seus atributos de civilidade.
Nunca em sociedade, nosso egocentrismo pode falar mais alto do que o sentimento de CIVILIDADE.
A partir do momento que se abre mão de um capricho para favorecer o seu próximo, coloca-se em prática os princípios da boa educação e auxilia no convívio entre as pessoas.
Deixar de lado suas manias particulares para se igualar ao grupo não significa dizer que deve-se ser impune ou omisso, isso mostra uma das facetas de sua personalidade: A Gentileza. Que é a alavanca impusionadora para que nosso ambiente de moradia e convívio seja o mais agradável possível.
Ter opinião, sim.
Se divertir, sim.
Tudo isso faz parte da vida, natural à todos.
Mas a partir do momento que na brincadeira, um só ri, deixou de ser brincadeira.
Vendo as outras pessoas como familiares que necessitam de compreensão e respeito, pode-se fazer o balanceamento perfeito entre o "eu" e o NÓS.
" A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte."
Titãs
Estudar sobre Subdesenvolvimento sempre me traz um sentimento anti-norteamericano, não que eu tenha algo contra aos americanos, mas sim às suas atitudes e hábitos petulantes e egoístas.
Os EUA sozinho consome 1/3 das riquezas naturais do nosso planeta, o que se trata de um número absurdamente grande se comparado ao consumo dos outros 200 países que pertencem ao nosso globo.
O Subdesenvolvimento é a realidade de grande parte da população terrestre, que sofre a pobreza, e a vida desumana, para suprir as necessidades de uma pequena parcela da população mundial.
Parcela esta, que influencia de forma desregrada para o aumento da poluição e aquecimento global.
Para que poucos possam atender à seus caprichos, muitos vivem em situações deploráveis, sem atender às necessidades básicas para a vida humana.
A miséria jamais será abolida do nosso cotidiano, enquanto houver pessoas usufruindo de forma desregrada de condições que são naturalmente de todos, e não patrimônio privado de determinados povos.
Todos temos direito à alimentação saudável, água, habitação, instrução e oportunidades para sobrevivência.
Todos temos direito à vida!
Um país não pode ser desenvolvido se outro não for subdesenvolvido, a nossa obrigação, como ser humano e habitante da Terra, é valorizar o que é nosso, mantendo nossas riquezas dentro do nosso país. Quanto mais nos viciamos com McDonald's, e tênis Nike mais enriquecemos outros países e "empobrecemos" o nosso.
Valorizar a nossa pátria nos faz melhores, e nos traz melhores condições de vivência, não só para nós brasileiros, mas também para diversos países que passam por situação de dependência econômica.
Não nos contentemos com o rótulo de 3º mundo, a igualdade começa na nossa cidade, no nosso país.
Fazendo do Brasil um lugar melhor, traremos de volta a esperança de uma vida melhor para toda população terrestre e menos desigual para aqueles que sentem a dor da fome, sede e ignorância.

Eu quero um amor
Um amor real, sensível
Que pugne minhas dores
me fazendo doer
Que sinta saudade
chorando calado
Que tire de mim
um amor desmodelado
Eu quero um amor
ah, um amor -imperfeito-
Daqueles sem receitas
que só quem sente sabe
A alegria de sentir
Eu quero um amor
seja de onde vir
que me doa a barriga,
de tanto rir
Um amor que me faça chorar
Um amor que me mostre como é
verdadeiramente amar.